Daí que eu e Marco estamos naquela busca louca-louca-louca (com Shakira dançando) pela casa dos sonhos. A casa perfeita, linda, cheirosa, de 3 quartos, cujo valor caiba em nossos castigados bolsinhos proletários, sendo prontamente aprovada pela Caixa Econômica Federal (essa caixinha marota!)
Se você, leitor romântico, acha que "Isso é lindo!", das 3 uma: ou tem grana para comprar a casa que quiser e lê meu blog para tentar manter-se conectado ao mundo dos pobres e à realidade da periferia (TIPO REGINA CASÉ), ou já tem uma casa dos sonhos e nunca precisou procurá-la ou ainda mora com sua mãe. Porque procurar a casa perfeita SENDO DURO é FODA.
Já estive em exatas 9 casas. Dessas 9, me apaixonei perdidamente (com Fábio Jr. cantando) por 8. Sou volúvel. Sou e ponto. Não consigo formar opiniões firmes, de maneira rápida e assertiva (e nem de maneira lenta e vegetativa!). Me deixo levar pelo clima do momento, pelo humor, pela caixinha do correio em forma de passarinho, pela vizinha velhinha fazendo bolo de nozes ou pelo casal de labradores que passeava na rua no momento da visita. Quaisquer meia dúzia de palavras do proprietário ou do corretor, sejam palavras bonitas ou feias, tipo "badalhoca", (NÃO EXISTE NO MUNDO PALAVRA MAIS FEIA DO QUE BADALHOCA!) me influenciam.
Tá, beleza, então como disse estive em 9 casas, amei 8 mas..................... ainda não comprei nenhuma. (1) Porque a entrada é alta demais. (2) Ou porque as parcelas (ETERNAS DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS) do financiamento são altas demais. (3) Ou pelos dois motivos anteriormente citados acontecendo de maneira humilhante e simultânea.
Fico aqui, recalcada, tentando me convencer de que as casas eram uma bosta, dar aquela desdenhada e seguir balançando meus cabelos (mas segurando a franja, que arrepia com a umidade!), em busca do imóvel capaz de abrigar minha magnitude...mas, não. A quem estou tentando enganar? As casas são ótimas e existem. O que não existe é um saldo à altura.
Me consola????
Me consola????