Domingo tenho uma festa cujo dress code
(Para, gente! Eu sempre quis usar esse termo! Dá pra não debochar?) é "alguma coisa com flores...tipo assim...pra comemorar a chegada da primavera, sacou?"
Exercício de mentalização com a tia Lili: Feche os olhos e imagine caminhão da CADEG estacionando na porta da festa. Visualize as portas do caminhão se abrindo lentamente e em meio a fumaça de gelo seco eu vou surgindo, com uma gérbera na boca, amparada por dois "Benício del Toro" (gêmeos idênticos).Depois de 3 anos de blog, nem preciso dizer que adoro uma festinha temática, preciso? Pois é. O único problema é uma tendência possessiva, uma força estranha no ar, um siricotico que me dá: a síndrome do "QUE FESTA LEGAL! ME DÁ?".
Adoto as festas dos outros como se fossem minhas e me apego de tal forma que quando algo dá errado sofro muito, entende? (E que fique claro que considero como "errado" qualquer preferência, sugestão, regra, palpite ou pitaco do dono de fato, que não passe pelo meu crivo.)
Tudo começa quando o sujeito dono da festa me pede "uma diquinha de decoração", "uma receitinha especial" ou "o endereço de uma lojinha de copos descartáveis". Uma nuance de insegurança na voz será suficiente para que eu me encha de motivação, empurre o anfitrião pra coxia e assuma a direção do espetáculo. "Copos ali!", "Música ruim! Troque!", "Bebida quente! Mais gelo!", "Cortem as cabeças!".
Mesmo sem dopar, trancar num quartinho imundo ou assumir a identidade do pobre coitado (Se bem que..... hmmm... anotar!), faço da vida do dono (de fato) um inferno..."Quantas vezes precisarei repetir que os guardanapos TEM QUE SER VERMELHOS?" ...mas faço da festa um sucesso. "Nossaaaaaaaa! Que mesa bonitaaa! Que música boa!! Que festa legal!!" - Convidados felizes. O que há de bom nisso tudo? Bem, o bom é que sou malvada, arrogante, prepotente e cruel, mas sou gente pácas: o crédito, os louros e os morenos (uia!) da vitória ficarão to-di-nhos para o dono da festa (de fato). Sem ressentimentos. Meu lance não é brilhar. Quero só mandar no espetáculo.
(MARLENE MATTOS, TE AMO E TE ENTENDO! MUAH!)
Pergutas mais frequentes:
"Mas, Elisa? Por que você não abre um buffet?"
-----> DEUS ME LIVRE!
"Por que você não dá suas próprias festas?"
-----> BOCEJOS! "
"Por que essa boca tão grande?"
-----> GRRRRAAAAAWRRRR!
"Já tomou seu remedinho?"
-----> Ih! Esqueci!