28 de maio de 2012

Precisamos conversar (A D.R. CHOQUE DE MONSTRO)

Vocês que me lêem sabem que nunca fui comprometida com critérios. Escrevo sobre estátuas e cofres e paredes pintadas ninguém sabe o que aconteceu.... sempre foi assim. Minhas ideias vêm de acordo com o meu momento de vida. E eu odeio muito quem usa a expressão "meu momento de vida".

Daí  fico lá no twitter (@elisa_lemme) falando merda produzindo conteúdo e ultimamente, por motivos de falta de outros assuntos edificantes, acabo chafurdando na lama dos temas recorrentes (pra não dizer repetitivos e enfadonhos) sacanagy, minha não-vida-sexual, minha vida de solteira, gracinhas do Vinícius, alguns palavrões, calcinhas (tiamo Wando, onde quer que esteja!) e músicas cafonas. 

DITO ASSIM PARECE À TOA. E DE FATO É.

Dia desses me cobraram (Sério. Cobraram mesmo. E por e-mail!) duas coisas:  (1) a presença no blog.  (2) temática mais RELEVANTE no twitter. E embora tenha ficado toda emburradinha na hora (sou dessas), parei pra pensar e saquei o seguinte: MUDEI. (dã!) MUDEI E NÃO TÔ SABENDO LIDAR. (dããããã). MUDEI, NÃO SEI LIDAR E NÃO SEI SE VOCÊS VÃO ME AMAR. (Eike ridícula!).

Se antes falava sobre minha vida de mulher casada, dona de casa, sem filhos,  hoje...bem, hoje tô solteira, tenho um filho (LINDO DELICIA AMÔ) de quase 1 ano, uma pseudo-vida-social capenga (mas amada),  não tenho mais uma casa para costurar almofadas...enfim... VIDALOKA. Up and down. 

Claro que sobrevivo a isso da maneira mais alegre (COM FLUOXETINA E TERAPIA) possível, hora me deslumbrando com a liberdade, hora morrendo de depressão Maysa Meu Mundo Caiu pelo mesmo motivo, penso em dizer mil coisas que.......pffffff....... 

Não sei terminar esse post. 
Aliás, esse post não tem fim.
Tô por aqui.
Tô tentando.
Tô de cílios postiços.

13 de maio de 2012

Carta ao Vinícius (Mas vocês podem ler, enquanto ele não aprende.)

Sabe, filho, em setembro de 2010 engravidei de você. Nessa época minha vida tinha uma formatação completamente diferente da atual. Eu e seu pai morávamos em outra casa. Pensávamos em outras coisas. Nossa tão diferentes... tão inocentes... tão crus ainda... Caramba! Outras pessoas! Só agora me dei conta!

Não foi uma gravidez planejada. Mas era sim muitíssimo desejada e sonhada por mim. Só estava disposta a esperar mais uns anos. Por quê? Porque a gente tem essa mania de esperar, meu filho. Você vai ver como é. Você vai aprender na escola (e se Deus quiser, vai aprender bem direitinho) que existe uma coisa chamada “planejamento familiar”. E essa coisa baseia-se em números e circunstâncias. Se conseguirmos adequá-los, BINGO! Se não... Bom, dá certo também. Porque sempre dá. (Mamãe é uma otimista).

Depois de estabelecida a gravidez (e de 3 dias chorando em pânico), passei a curti-la. Sempre quis ser mãe. Você, se já me observava lá de cima, deve ter notado. Assumi. Para mim e para o mundo. Não esperei completar as tais 12 semanas de gestação para divulgar sua existência. Nunca tive medo de você sair de cena e "não vingar". E estava certa desde o primeiro xixi na tirinha, de que minha vida mudaria para sempre. Ok, não imaginava que seria tão radicalmente, confesso, mas a gente nunca imagina né, filho? A gente não sabe de nada! (Espero que você só perceba a topeirisse da sua mãe quando já souber se virar bem sozinho!).

A gravidez avançou tecnicamente perfeita. Digo ‘“tecnicamente” porque sua mãe e seu pai andaram dando umas cabeçadas, sabe? E isso é assim mesmo. Tem horas em que a vida pesa e a gente precisa puxar as âncoras. Sua mãe e seu pai tinham que crescer para receber você. E crescer sozinhos, sem que um ajudasse (ou atrapalhasse) o outro. Pouco antes de você nascer, já não éramos mais um casal. Mas negar o amor é impossível. Porque você existe e o reafirma diariamente. Esse é o início da sua história, meu filho. E incluiu dor, sim. Mas não só isso. Deus me livre de resumir sua chegada a esses fatos. Temos tanto mais...

Quando você nasceu, mamãe já estava passando uns dias aqui, na casa da vovó. Daí você completou 1 mês de vida e o que era uma temporada se tornou “status quo”. Daquele momento em diante viveríamos aqui, formando um quarteto (sim, somos 4: eu, você, vovó Marina e Naná!). Claro que seu pai faz parte. Claro. Ele está lutando muito para se entender como tal. E a cada semana, a cada visita, a cada identificação de semelhanças, se sente mais parte de você. Ou sente você como mais parte dele... Desculpa, filho, é que sua mãe é mulher e não sabe como a paternidade se estabelece. Isso de ser mãe é muito forte, muito maluco. Não deixa espaço pra pensar no que o seu pai sente. Só sei que é amor. Porque é impossível não te amar.

Tenho certeza de que seria igualmente feliz sendo mãe de qualquer outro ser humano. Claro. Não cometeria a indelicadeza de renegar as demais infinitas combinações de óvulos e espermatozoides que lhe cederam a vez. Mas a vida, essa danada, me mandou VOCÊ. O Vinícius. Por enquanto o MEU Vinícius e brevemente (desacelere, tempo, por favor!) o Vinícius homem, Vinícius cara legal, Vinícius cidadão, Vinícius pessoa física. E eu te amo tanto HOJE, meu filho. Amo seu reconhecimento, suas gargalhadas, sua manha eterna. Amo até o seu cocô mais fedido do universo. Porque é assim que deve ser. É assim que é.

Você está tão forte, tão crescido, tão menino. Brinca de carrinho, veja você. Eu, filho, você sabe, tô aqui sendo feliz com você e para você. Mas para mim também. Nem sempre é fácil, e muitas vezes me pego te usando como justificativa para minha covardia. Desculpe, viu? É muito feio, isso.

Hoje é meu primeiro Dia das Mães. Um dia que me dói, por algumas razões. Mas que me deixa tão feliz, por tantas outras. Um dia comum, pois todos os dias trazem motivos pra sofrer e comemorar. E um dia incomum, porque nunca é justo subavaliar a dimensão da maternidade.

Um bom dia pra nós, meu filho.

6 de janeiro de 2012

Maldita fonética

Mais de meia hora repetindo sem parar pro Vinícius:

"Filho, fala MA-MÃE "
E ele: "ABILULAI, ABILULOU, ABILULAI"
"Vamos, filho! MAAAAAA-MÃÃÃÃÃÃÃE"
E ele "ABILULAI!"
"MÃ-MÃÃÃÃE"
"A-BI-LU-LAAAAAAI"

"Tá, filho. Desisto.  Mas ai de você, se disser PAPAI."

E ele na mesma hora: "BAAA-BAI"

Pergunta: a lei antipalmada já tá valendo?

31 de dezembro de 2011

TÁ QUASE! TÁ QUASE! NÃO PARA! NÃO PARA!

Estou aqui lavando calçolas com todas as cores do arco-íris (mais aquelas outras inventadas pelas bibas do mundo fashion), só pra me garantir. Vou servir uma coca-zero bem gelada, sentar numa chaise de oncinha e ficar aqui, com Vinícius no colo (me babando, puxando meus cabelos e arrancando meus cílios postiços),  esperando esse tal de 2012.

(Nada a ver esse varal de calcinhas, mas...bem, fazer sentido nunca foi meu forte, mesmo!)
 ESSE VAI SER O MELHOR ANO DA MINHA VIDA. VAI, SIM. EU SINTO.
VAI SER O DA SUA, TAMBÉM?
OBA! BORA ENTÃO!

Quero ver esse 2012 chegar com tudo, num ritmo alegre, com aquela pegada, jeitão cafajeste e um olhar maroto de quem sabe o que quer (letra-de-pagode-mode-on). Desejo só o melhor. Pro meu filho, pra mim e para cada um que cair nesse blog, pelo reader, pelo feed sei lá do que ou por uma pesquisa bizarra no google sobre sujeira de umbigo (observação baseada em fatos reais!)

Beijos!!!

21 de dezembro de 2011

Com 6 meses completos, Vinicote:

1) Pesa 9kg e mede 69cm.
2) Senta sem apoio por minutos.
3) Continua comendo muito, tudo e sempre. Desenvolveu síndrome de Nigella e tem assaltado a geladeira nas madrugadas (pense numa pessoa amassando bananas com aveia às 3h da manhã! Pensou? Pois é. Sou eu!)
3) É louco por água. De tanto beber água do banho (oi?) resolvi que era hora de oferecer água mineral, né? Bebe água o dia inteiro... encho várias mamadeiras.
4) Continua mamando no peito. Na cabeça do Vinícius todos têm sua hora e lugar: sopa, fruta, suco, peito e sandálias Havaianas!
5) Lembram que ele pegava os pés? Pois é. Agora ele chupa o dedão que é uma maravilha!
6) Nem sinal de dentes!
7) Comeu 2 pedrinhas tipo strass que enfeitavam uma blusa minha e fez um lindo cocô com pontinhos de luz brilhante! Achei tão natalino!
8) Mentira! Não achei nenhuma graça do cocô brilhante! Fiquei me sentindo uma monstra sem noção, que usa blusinhas com strass sem se preocupar com o filho! Buáááá!!!
8) Choooooooooooora em locais estranhos. Choooooooooooooora para pessoas estranhas. Choooooooooooora para barulhos estranhos. (E tudo se torna estranho após 24h sem contato!)
9) Ou seja: não é sociável, não vai no colo de qualquer pessoa, não fica relaxado em qualquer lugar e não, eu não acho que ele precise de terapia Freudiana.
9) Já foi a uma festa, festa mesmo. À noite. Com música alta, pessoas...essas coisas que tem nas festas. Bom... o que posso dizer além de: detestou, chorou, se descabelou. FIM.
10) Venceu a preguiça e se tornou um rolador juramentado. Definitivamente ele tava escondendo o jogo. Tenho impressão de que geraria energia elétrica............. pensativa........................................
11) Antes era fã do Cocoricó. Agora é Stalker. Obsessivo e paranóico. E se eu fosse aquelas galinhas contratava um guarda-costas. Cês não lembram? John Lennon...Edificio Dakota...Sei lá!
12) Brinca com todos os seus brinquedos. Brinca mesmo. Bate um no outro. Enfia, puxa, amassa, joga... fica até 30 minutos brincando numa boa, sem minha interferência. Eu fico do lado olhando só para admirar mesmo.
13) Enquanto eu escrevo isso tudo, por exemplo, ele está aqui na minha cama brincando com um carrinho. Não é um amor?
14) Curte MUITO seus livrinhos. Fico chocada ao vê-lo paradinho, mexendo nas páginas e olhando as figuras! E já tá rolando uma bibliotequinha maneira, com 6 meses ele já “leu” 8 livros. Levando em consideração que o pai dele só leu 2 ( “A Bolsa Amarela” e “Lucíola”) em 35 anos.... hihihihihi....
15) É o melhor/maior/menor companheiro de passeio/filme/noitada que uma mãe pode querer!
 PARA QUEM É MEU AMIGO NO FACEBOOK, DESCULPE REPETIR O POST... 
PARA QUEM NÃO É, E NÃO TÁ ENTENDENDO PATAVINA (IDOSA), EXPLICO:  TODO DIA 21 FAÇO O RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO - AI, QUE EXECUTIVA! -  DO VINÍCIUS POR LÁ, MAS AGORA QUE O BLOG VOLTOU...SEI LÁ... QUIS POSTAR AQUI TAMBÉM!
MÃES SAO REPETITIVAS.
MÃES SÃO REPETITIVAS.
MÃES SÃO REPE...............

Tá com 6 meses, gente! S-E-I-S!

QUEM SE CONFORMA?
QUEM AGUENTA?
QUEM RESISTE?


16 de dezembro de 2011

Choooooooorando se foi...

Vivo chorando no meio da rua. Não era disso, não, sabe? Costumava ser mais macha. Mas de uns tempos pra cá...putz...tô uma máquina de chuva (existe isso?). 
 
Chorona contumaz que sou, precisei desenvolver uma técnica para verter minhas lágrimas em paz, sem despertar a curiosidade dos mendigos, a solidariedade dos bêbados, a compaixão das velhinhas e o estranhamento dos transeuntes em geral. Vou dividí-la com vocês, porque...né? Vai que cês tomam um pé na bunda, dão uma topada ou lembram da cena da Carolina Dieckman rapando a careca....sei lá, né? Mil e uma possibilidades!

Eu chamo de Rinite Fake, do latim rinitis fajutis.
Nada mais fácil do que simular uma crise alérgica para disfarçar a cara inchada, o nariz de Bozo e as lágrimas insistentes. A sequencia das perguntas das pessoas é sempre a mesma:
"Que foi? Tá chorando???"
"Não."
"É gripe???"
"Não."
"Alergia???"
"Sim...shuinf...minha rinite...snif...está me matando..."
 
É claro que isso exigirá um pouco da sua verve artística, mas ó: SUPER INDICO. É bem prático e socialmente viável. Basta espirrar de mentirinha sempre que alguém te olhar com cara de "ooowwww....tá choraaaando..." e esfregar as mãos nos olhos com força. Se você estiver maquiada (ou maquiado...sem preconceitos!) e quiser ganhar o oscar, capricha na esfregação até conquistar um look Heath Ledger Coringa. SU-CES-SO!
 
Sugiro que ensaie em casa um espirro bacana. Um espirro que tenha personalidade e notas de frutas vermelhas (eu li isso numa revista sobre vinhos caríssimos e quis incorporar ao texto!). Você vai precisar repetí-lo algumas vezes ao longo do chororô para dar mais verdade à cena. (Acho lindo artista que fala isso de "dar verdade").
 
Se por acaso perceber desconfiança nos olhares alheios, aja rápido: saque da necessaire um lenço de papel e faça aquele "fróóóóóóim" bem alto. Mas atenção: só use o recurso da assoada de nariz escandalosa em caso de extrema necessidade, haja vista que você poderá ser taxada de sujeita melequenta. E nesse caso, é melhor ser chorona-loka do que catarro-girl, não é verdade?
Então já sabem: se me encontrarem espirrando pelas ruas de Niterói, finjam que não leram esse post, me ofereçam um histamin e por favor NÃO ME ABRACEM. Quando eu tô chorando pouquinho e alguém me abraça choro mais forte e de boca aberta! Fico mó feia!

15 de dezembro de 2011

Elisa no Umbral Intelectual


Tenho lido muito. 

Talvez mais e mais avidamente (sempre quis usar essa palavra num post) do que antes do Vinícius nascer.

Tenho lido coisas bem boas: literatura bacana, clássicos que deixei passar e, é claro, uns best sellers, porque..........né? Não nasci pra ser culta. Queria mesmo era ser gatinha.

No quesito (sô Garota da Laje?) revistas, até a tal da "Piauí" tem rolado. E, incrível, eu leio e en-ten-do, porque tenho bunda grande e CÉLEBRO. Além de rebolar, eu penso (embora faça as duas coisas muito mal...).

O problema - e é obvio que há um problema, porque eu não tô aqui pra postar soluções -  é que por mais que eu injete informação nessa massa falida encefálica, a sensação é de que tudo está indo parar num limbo, numa zona de meretrício neutra, num triângulo das bermudas, naquele lugar onde vão parar as tampas das canetas...  Tipo assim: eu leio, assimilo, reflito, filosofo, divago e não decodifico! Da minha boca só sai mamãezada.  Sabe? Mamãezada? Só falo de cocô pastoso, mamada feats golfada, fralda pampers noturna e diurna, como é fofo, como é lindo, como é chato, se rola, se senta,  bilubilubilubilu, aguuuuuuuu, aguuuuuuuuu... E o pior é que falo dessas coisas de mãe-de-bebê sem jamais me cansar, sem utilizar o semancol nem respeitar o resto da humanidade que não está nem um pouco a fim de entender como se dá o processo de aspiração de catarro SEM BOMBINHA!

Daí eu pergunto:

CACETE! PRA ONDE FOI MINHA “INTERESSÂNCIA”?

Será que algum dia voltarei a falar de sexo/ antropologia/ bigornas/ moda/ depilação artística/ chã, patinho e lagarto?

Será que conseguirei conversar com (1) gente sem filhos (2) gente normal (3) gente do sexo oposto?

Será que Capitu traiu Bentinho?

10 de dezembro de 2011

Pechincha é bom!

Sabe aquelas moldurinhas em estilo provençal que todo-mundo-gosta-todo-mundo-quer? Aquelas moldurinhas fofinhas, todas cheias de gueri-gueris e lesco-lescos? Aquelas que custam ozóio da cara e que nego pendura nas paredes mais descoladas do pedaço?

Ainda não sabe do que eu tô falando?

Tipo essas aqui, ó:
Imagem decor8
Então... se você comprar as bichinhas branquinhas, purinhas e sem nada dentro vai ver que É TUDO MUITO, MUITO, MUITO BARATO! Daí voce, gata-garota, inventa o que vai enfiar - UI! - na moldura e faz a entendida de decor! Não é bacana? Pô, gente... numa boa...vou emoldurar todo o universo!

 Bora lá, então? Aqui as lojinhas virtuais onde encontrei as moldurinhas tchutchuquentas:
Algo me diz que vou me acabar!! Algo me diz!!!

8 de dezembro de 2011

Pra que título?

Beija essas mulé tudo, filho!!!

É Vinícius, mas poderia ser um peixinho limpa-vidro!